5 min | 28/06/2019 | Matéria
Command for Hauling já é uma realidade no Brasil e alia produtividade com segurança.
As operações de equipamentos de mineração estão mais produtivas e seguras com a inclusão dos caminhões autônomos, por meio do Command for Hauling. Trata-se de um sistema que permite a automação dos caminhões fora de estrada, em total integração com os outros equipamentos da mina, tripulados ou não. O resultado prático é uma frota menor, mas com maior produtividade, quando comparado com uma frota tripulada e em maior número, além de proporcionar mais segurança, tendo em vista que os equipamentos não possuem operadores.
“É um sistema que traz eficiência operacional, com mais produção e segurança”, resume Bruno Peixoto, gerente de tecnologia de mineração da Sotreq. Os ganhos são consequência da redução em várias frentes, a começar pela quantidade de caminhões, do número de operadores e da diminuição de gastos com combustível, além do aumento de vida útil dos pneus. No geral, os ganhos de produtividade são de 30% e na redução de custos, de 20%. “Vai variar de operação para operação, em função das características da mina”, explica Bruno.
A referência desta aplicação é a Austrália, onde a Caterpillar implantou o projeto e já o expandiu para três minas. No Brasil, a tecnologia já é uma realidade na mina de Brucutu, da Vale, em Minas Gerais. A operação com o modo automatizado começou em janeiro deste ano com 13 caminhões, cinco a menos do que o necessário para se obter a mesma produção com os equipamentos no modelo convencional.
Custos na mina
As vantagens de toda esta tecnologia inerente à mineração foram apresentadas em maio por Bruno no workshop “Redução de Custos na Mina e na Planta”, evento promovido pela Revista Minérios & Minerales com o co-patrocínio da Sotreq, dealer da Caterpillar. Ele apresentou seu case sobre as soluções de tecnologia para mineração da Cat®, MineStar e, em especial, o "Command for Hauling" - Caminhões Autônomos.
Os caminhões de grande porte aos quais a tecnologia é aplicada são peças importantes neste cenário da mineração, que se moderniza a cada dia. Os caminhões autônomos em Brucutu são os modernos Cat® 793F, que já saem da linha de produção da Caterpillar pronto para receber a tecnologia necessária para a autonomia na mina – os modelos mais antigos também podem ser adaptados para a automação, além de equipamentos de outros fabricantes.
A eliminação da troca de turno e diminuição nas paradas não programadas proporciona uma operação mais consistente e, por consequência, melhor utilização dos equipamentos autônomos se comparado a uma frota tripulada. Dessa forma, pode-se garantir o mesmo nível de produtividade com uma frota autônoma com menos equipamentos, reduzindo os custos de aquisição e operação dos mesmos.
Hardware e software
Os caminhões impressionam pela robustez e tamanho. O equipamento controla seu deslocamento de modo autônomo e um sistema de escritório faz as alocações e o controle de produção da mina. Esse sistema é composto por um software que permite a digitalização da mina para o ambiente virtual e sua operação é realizada por uma equipe de profissionais que, além de criar o ambiente virtual no sistema, também controla o planejamento de produção.
Há uma ampla integração com outros sistemas de tecnologia MineStar, como a detecção de objetos e os sistemas de alta precisão para carregamento, perfuração e/ou nivelamento. Quando o caminhão passar ao lado de uma motoniveladora, por exemplo, o sistema desta saberá interpretar o veículo autônomo e, assim, executar o trabalho de forma sincronizada sem afetar o deslocamento do caminhão autônomo.
Segurança e cabine remota
Segurança, assunto sempre em evidência quando se trata de mineração, é outro ganho importante na automação dos tratores de esteiras. Com o Command for Dozing, o operador sai do front da área de risco e passa a fazer todo o trabalho em uma cabine remota, geralmente em um escritório afastado do local de operação do trator.